Provas
Universidades americanas aceitam o ENEM?
Em regra o ENEM não substitui o histórico nem as provas que a universidade exige. O que os Estados Unidos olham no lugar dele, e por que isso costuma ser uma boa notícia.
5 minutos de leitura
É uma das primeiras perguntas que toda família brasileira faz. A resposta curta: em regra, o ENEM não substitui o histórico escolar nem as provas que cada universidade exige, e a maioria não pede a nota. Isso soa como má notícia e quase nunca é, porque o que elas olham no lugar tende a favorecer justamente quem se sairia mal em uma prova única. Como cada instituição define os próprios critérios, confirme na página de admissão internacional de cada uma o que ela aceita.
Sem nota de corte, o que sobra?
Sem uma nota única para comparar, a pergunta vira onde o seu perfil inteiro tem chance real. É isso que o quiz responde.
1Por que o ENEM não entra
O sistema americano não seleciona por prova única. Não existe nota de corte, não existe classificação por pontuação, e o processo é o que eles chamam de holistic review: um conjunto de peças lidas junto. Uma nota do ENEM raramente tem onde encaixar nesse formato, e a maior parte dos escritórios de admissão não pede nem espera essa informação. Isso não quer dizer que ela seja proibida: exames nacionais podem aparecer entre os documentos de um candidato internacional, e há instituição que aceita anexar. O que não existe é a nota do ENEM funcionando como critério de entrada no lugar do resto.
2O que eles olham no lugar
- Seu histórico escolar dos três anos. Não uma prova de um dia, e sim três anos de trabalho. O que mais pesa é a tendência: quem melhorou comunica mais do que quem oscilou.
- Uma prova de inglês. TOEFL, IELTS ou Duolingo. Essa sim é obrigatória para quase todo estudante brasileiro.
- SAT ou ACT, se você quiser. Opcional na maioria das universidades. É a única medida que compara você diretamente com candidatos americanos, o que pode ajudar quem vem de escola sem currículo internacional.
- Redações, atividades e cartas. A parte que nenhuma prova mede, e que costuma decidir entre candidatos com números parecidos.
3Por que isso costuma jogar a seu favor
Se você é do tipo que estuda bem ao longo do ano e trava em prova única, o sistema americano lê você melhor do que o brasileiro. E se você fez coisas fora da escola, trabalho, cuidar de alguém, um projeto, um instrumento, esse material tem onde ser contado, coisa que uma nota de corte não permite.
O ENEM continua valendo a pena fazer, só que pelo motivo óbvio: manter as portas brasileiras abertas enquanto você tenta as americanas. As duas candidaturas convivem bem, porque quase não competem por tempo nos mesmos meses.
Perguntas frequentes
Nenhuma universidade americana aceita ENEM?
Como critério que substitui o histórico e as provas exigidas, não é assim que funciona em lugar nenhum que conheçamos. Algumas instituições aceitam receber o resultado como documento complementar, e programas de parceria podem considerá-lo em contextos específicos. Trate como exceção a confirmar, não como estratégia.
Então meu histórico brasileiro serve?
Serve, e é o documento central. Ele vai precisar de tradução, e algumas universidades pedem avaliação por um serviço de equivalência. Pergunte a cada uma o que ela exige.
Vale fazer ENEM e SAT no mesmo ano?
Vale, e muita gente faz. O ENEM cai em novembro e o SAT tem várias datas ao longo do ano, então dá para escalonar. O que não dá é começar a estudar para os dois em outubro.
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